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  • Tratamento do glaucoma pode evitar perda maior de visão

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  • Publicado em: 05/08/2014 15:42

O glaucoma é provocado pela lesão do nervo ótico cuja causa é atribuída, principalmente, à pressão intraocular alta. É uma doença grave e pode levar à perda total da visão se não for detectada e controlada a tempo. Diabetes, hereditariedade, miopia e lesões oculares são os seus principais desencadeadores.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma é uma das maiores causas de cegueira no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, a doença está em terceiro lugar entre as causas de cegueira no Brasil.

O oftalmologista Vital Paulino Costa explica que, no glaucoma, a visão periférica vai se perdendo até chegar próximo da visão central. O próximo estágio é a perda da visão central e cegueira irreversível. A única maneira de diagnosticar é fazendo o exame de pressão ocular. Caso exista alteração, o médico vai pedir um exame completo, chamado campo visual.

Prevenção e fatores de risco do glaucoma

Incluir uma consulta ao oftalmologista nos exames de rotina é fundamental. Os danos já causados pela doença não podem ser revertidos, alerta o especialista, mas o tratamento pode evitar uma perda ainda maior.

Ele ressalta a importância de alguns cuidados para prevenir a doença: pessoas que têm um risco maior de desenvolvimento da doença precisam ser examinadas anualmente a partir dos 40 anos de idade. Se não há um fator de risco, um exame a cada dois anos após os 40 é o suficiente.

A população negra tem um risco maior de desenvolver glaucoma que, geralmente, é mais precoce. Míopes acima dos seis graus têm uma possibilidade maior. Em pessoas com parentes de primeiro grau com a doença, o risco é oito a dez vezes maior.

O oftalmologista lembra que o excesso de uso de cortisona também pode contribuir para o surgimento do glaucoma, principalmente se a droga for aplicada diretamente nos olhos, pois seu princípio ativo pode diminuir a produção de humor aquoso, líquido incolor responsável por regular a pressão interna do olho.

Tipos de glaucoma

O glaucoma crônico de ângulo aberto representa 80% dos casos e, no início, não tem sintomas. Neste tipo, o fluído aquoso é drenado muito lentamente e a pressão interna do olho aumenta. Geralmente é causado pelo envelhecimento do canal de drenagem, embora pessoas jovens também possam apresentá-lo.

No glaucoma agudo ou de ângulo fechado o aumento grande e repentino de pressão intraocular geralmente causa dor intensa que pode provocar vômito, além de vermelhidão no olho e visão embaçada, mas também pode ser assintomático. Exige um atendimento médico imediato.

Já no glaucoma de pressão normal, o dano ao nervo ótico e o estreitamento da visão lateral acontecem de forma inesperada em pessoas com a pressão intraocular normal. Os que são acometidos por este tipo podem ser mais suscetíveis aos níveis normais de pressão e, geralmente, não há sintomas específicos.

Há também o glaucoma secundário, que é derivado de outras doenças e condições que causam danos ao sistema de drenagem do olho, como: diabetes, leucemia, anemia falciforme, alguns tipos de artrite, catarata, inflamação ou lesões oculares. Até o uso indiscriminado de corticosteroides pode desencadear a doença.

Por último, no glaucoma congênito, a pessoa nasce com a doença e apresenta sintomas característicos ocasionados pelo aumento da pressão intraocular, que podem ser: olhos embaçados, foto-sensibilidade, lacrimejamento excessivo, globo ocular aumentado e córnea grande e opaca.

Tratamento do glaucoma

Após o diagnóstico do glaucoma, o primeiro passo é reduzir a pressão do olho. Para isso, diz o oftalmologista, é empregada terapia com colírios. Se não for eficaz, lança-se mão de tratamento com laser. Se mesmo assim não houver melhora, então recorre-se à cirurgia.

Segundo o especialista, O colírio controla a pressão e evita a progressão da doença em cerca de 80% dos casos. Algumas pessoas usam um colírio por dia e outras dois. Raros são os casos que precisarão de laser ou até de cirurgia para controlar a pressão intraocular.


Outras referências:
http://www.ibc.gov.br/?itemid=118
http://www.cbo.com.br/novo/publico_geral/noticias/2808
http://www.preventblindness.org/glaucoma