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  • Publicado em: 21/02/2018 14:41

Dr. Kalil Explica 22. Fev. 2018

A evolução da Medicina trouxe a homens e mulheres a oportunidade de utilizar diferentes métodos contraceptivos. Um deles é o Dispositivo Intrauterino, mais conhecido como DIU. Apesar das vantagens que oferece, ele ainda é pouco utilizado no Brasil, sendo a escolha de cerca de 2% das mulheres em idade fértil.

Um dos principais motivos que explicam a rejeição ao DIU é a falta de informação. Por se tratar de uma opção interna, muitas mulheres o associam a métodos invasivos, que requerem procedimento cirúrgico, por exemplo. Desta forma, a informação acaba sendo essencial para ao menos permitir que as mulheres possam escolher o método que melhor lhes agrada.

São dois os tipos de DIUs disponíveis às mulheres: de cobre e hormonal. De acordo com Eduardo Vieira da Mota, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, ambos atuam no interior do útero, no endométrio.

 
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“Eles alteram as características biológicas e químicas deste tecido que reveste o interior do útero, chamado endométrio, e impedem a gravidez. O DIU de cobre tem esta ação pelo efeito do cobre sobre o tecido, além de inviabilizar os espermatozoides em seu trajeto no encontro com o óvulo para a fecundação”, explica o médico.

Segundo ele, o DIU de hormônio utiliza o hormônio progesterona. Este hormônio impede o desenvolvimento do endométrio. Desta forma, não há produção das substâncias necessárias para manter os espermatozoides que, portanto, se tornam incapazes de fertilizar o óvulo.

Ainda de acordo com o ginecologista, ambos os DIUs mantêm os ciclos hormonais da mulher, já que a ação contraceptiva ocorre diretamente no útero. O método de cobre, no entanto, mantém a menstruação, enquanto o hormonal reduz o fluxo menstrual ou até mesmo interrompe.

São essas características, inclusive, que costumam determinar qual o tipo de dispositivo mais adequado para cada paciente, após avaliação médica.

“O DIU de cobre provoca aumento do fluxo menstrual, e eventualmente cólica. Portanto, mulheres que já tenham fluxo menstrual aumentado, anemia, e/ou cólica/dor, devem evitar usá-lo. O DIU de hormônio, ao contrário, reduz o fluxo menstrual. Portanto, pode ser uma boa opção para estas mulheres com fluxo aumentado, anemia ou cólica”, avalia.

Entre as principais complicações possíveis, o dispositivo de cobre pode gerar maior perda sanguínea, além da cólica menstrual e da anemia já mencionadas. O hormonal pode aumentar a ocorrência de acne e oleosidade da pele. O médico, entretanto, faz questão de afastar um mito que envolve o uso deste método contraceptivo.

“O DIU não provoca infertilidade. No entanto, em situações de infecção genital, ele pode dificultar o tratamento. O que provocaria a infertilidade é a persistência da infecção”, afirma.

Dessa forma, é preciso aumentar o cuidado para evitar situações de risco para o surgimento de infecções. Ainda assim, o DIU não provoca qualquer mudança na prática sexual da paciente.

Frente aos demais métodos contraceptivos, o DIU apresenta vantagens interessantes. Ele não depende, por exemplo, de ser lembrado para surtir efeito, como é o caso da pílula, que precisa ser ministrada diariamente. Além disso, conforme ressalta o ginecologista, o DIU de cobre não tem ação à distância ou efeitos no corpo, pois sua ação é local.

O médico ressalta ainda que o DIU até pode ser colocado imediatamente após o parto, mas isso aumenta a probabilidade do dispositivo se deslocar. “Se possível, o adequado é aguardar após a regressão das alterações uterinas da gravidez, após o primeiro mês [para adotar o DIU]”, completa.

Consulte, portanto, seu médico de confiança para entender qual é o método mais adequado às suas necessidades e características.

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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