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  • Mamografia: um exame realmente necessário?

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  • Publicado em: 05/03/2018 15:27

Dr. Kalil Explica 02. Mar. 2018

Nem sempre o procedimento é a melhor opção; ultrassonografia e ressonância magnética também podem detectar um câncer precocemente. Aliada no diagnóstico precoce da doença, a mamografia é preconizada a partir dos 40 anos para as mulheres.

Nem sempre, porém, essa idade deve ser respeitada. Há quem precise se submeter ao exame antes dos 40 anos, enquanto outras não vão usar o método mesmo após essa idade, sendo a ultrassonografia a forma de rastreio. O que vai indicar a mamografia é a densidade da mama.

De acordo com o ginecologista Alessandro Scapinelli, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o exame é importante por diagnosticar o câncer de mama ainda no início e, com isso, diminuir a morbidade e mortalidade pela doença.

"Uma vez feito o diagnóstico precoce, mais de 90% vão se curar, seja com radioterapia, quimioterapia ou cirurgia", explica.

 
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A recomendação das sociedades médicas é que a mulher faça a mamografia anualmente após os 40 anos.

No entanto, há, muitas vezes, a necessidade de complementar o exame com a ultrassonografia.

"Uma mulher jovem, com 40 anos ou até mesmo 50, pode ter uma mama muito densa, com muitas glândulas. Às vezes, faz a mamografia e aparece tudo branco, e não conseguimos ter uma boa avaliação. Aí é preciso fazer a ultrassonografia", explica Scapinelli. "São exames complementares."

Quem tem prótese de mama, alguma manipulação cirúrgica prévia pode, além da ultrassonografia, até ter indicação para ressonância magnética, no intuito de rastrear uma possível alteração. "É o médico que vai decidir, individualizando a paciente", diz o ginecologista.

O mais importante, diz o especialista, é que a mulher vá ao ginecologista anualmente para fazer todos os exames preventivos. O profissional, então, vai orientar sobre qual será o melhor método para aquela mulher, exclusivamente.

Para as mulheres que têm de fazer a mamografia e ficam com medo da radiação, Scapinelli tranquiliza.

"Tem radiação no exame sim, mas teriam de ser feitos muitos exames do tipo para causar algum problema para a mulher. Mesmo assim, alguns laboratórios podem oferecer proteção para a tireoide, por exemplo. Não há nenhum estudo que mostre que a radiação da mamografia cause câncer."

Por isso, se você faz mamografia anualmente conforme manda o figurino e o médico solicitou apenas uma ultrassonografia no próximo exame de rotina, não se assuste: muitas vezes ela será suficiente para o seu caso, especificamente.

Prevenir o câncer

A mulher pode fazer sua parte para prevenir o câncer de mama mantendo hábitos de vida saudáveis, além de praticar atividade física aeróbica diariamente.

"Tem de ser todos os dias, além de ficar no peso adequado e não fumar", acrescenta o médico.

De acordo com o especialista, o sedentarismo é inimigo da boa saúde da mama.

"O melhor conselho que um médico pode dar é de fazer uma hora de exercício por dia na bicicleta ergométrica, aquela bicicleta em que a mulher fica sentada de forma confortável. Não precisa ser exercício de alto impacto, que pode acarretar risco de lesão", recomenda o médico.

"Não é para sair extenuada, mas sim dar uma boa suada", complementa.

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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