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  • Publicado em: 19/04/2018 14:35
Dr. Kalil Explica 04. Abr. 2018

O cuidado com a comida vem ganhando cada vez mais adeptos. Não é difícil encontrar quem deseja perder alguns quilos, comer melhor ou mesmo ter mais praticidade na cozinha. O congelamento é indicado em todos estes casos. A prática retarda significativamente todos os processos químicos e microbiológicos que deterioram os alimentos. Normalmente, as perdas nutricionais, como vitaminas, minerais, fibras e proteínas, variam entre 5% e 15%.

De maneira geral, a validade dos alimentos congelados altera de acordo com o preparo e correto armazenamento, mas pode chegar, na maioria dos casos, a seis meses.

A nutricionista Vivian Cognetti explica que vegetais folhosos, normalmente consumidos crus, tomates crus, ovos, maionese, cremes à base de amido de milho, leite, iogurte e queijos magros, como ricota e minas, não são indicados para ir ao congelador.

Frutas devem ser congeladas diretamente, de preferência, no pico da maturação. Em geral, são ótimas para bater em vitaminas, sucos ou shakes.

 
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No caso de vegetais, é necessário realizar o processo de branqueamento antes do congelamento. O processo é uma espécie de choque térmico: cozimento rápido em água fervente, seguido de resfriamento em água gelada. A técnica "adormece" as enzimas que estragam os alimentos.

O processo para carnes é mais simples. Basta acondicionar a proteína no congelador ainda fresca, sem tempero. Para cozinhar, o ideal é que o descongelamento seja feito lentamente, dentro da geladeira.

A batata, conhecida coringa da cozinha, também pode parar no congelador, desde que cozidas. O ideal é que sejam congeladas na forma de purês. A mandioca pode ser congelada crua ou cozida, sem a técnica de branqueamento.

Quem deseja praticidade pode economizar tempo na cozinha congelando refeições prontas. O feijão pode ser cozido em grandes quantidades e acondicionado em potes para ser descongelado ao longo do mês.

Para as mamães, uma boa notícia: as papinhas feitas em casa também podem ser guardadas no congelador, "desde que não contenham maionese, ovos ou claras cozidas, gemas, vegetais crus, iogurte, folhas de verduras e de frutas, além de banana", aconselha a nutricionista.

A especialista alerta ainda para o consumo de congelados industrializados. "O ideal e o que sempre recomendo aos meus pacientes é procurar encurtar o caminho da terra [origem do alimento] e seu prato [consumo]." Ou seja, congelados estão liberados, desde que preparados em casa.

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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