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  • Entenda o estresse agudo da Síndrome de Burnout

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  • Publicado em: 23/05/2018 00:00

Dr. Kalil Explica 23. Mai. 2018

A maioria de nós já sentiu empolgação com o trabalho, seja por começar em um novo cargo, desempenhar outras funções, iniciar um projeto. E então, com o passar do tempo, a pessoa fica cada vez mais exausta - e pensar sobre o emprego leva a um sentimento de tristeza e agonia. Essa é a Síndrome de Burnout.

A palavra vem do inglês e, na tradução, denota o sentimento das pessoas que sofrem desse estresse que chega ao grau mais agudo: a de "queimar" por dentro, uma sensação extrema de incômodo que chega a se tornar uma dor física.

"A exaustão acarreta sintomas como dores de cabeça, fadiga crônica, distúrbios gastrointestinais e no sono, tensão muscular, hipertensão, propensão a gripes", observou a pesquisadora norte-americana Christina Maslach, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, que trabalhou em diversos estudos no tema.

 
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Recuperar-se do Burnout não é simples - muitas pessoas chegam a precisar de apoio psiquiátrico e psicológico, medicamentos e afastamento do trabalho ou da situação que serviu de gatilho.

Mas existem formas de prevenção e mudanças de hábitos antes que o Burnout aconteça:

  • Trabalhe de modo mais inteligente - nem sempre é fácil organizar completamente o tempo e as tarefas e diminuir as horas trabalhadas. Mas deve existir essa intenção. Aplicativos e ferramentas que resolvam atividades de modo mais eficiente são bem-vindos.

  • Desconecte - Também não é algo simples nos dias de hoje. Mas combinar com os colegas de trabalho e superiores que vai existir o tempo off-line, sem responder solicitações, é importante. O tempo fora do escritório é precioso para a saúde mental.

  • Diga "não" às redes sociais - O perigo é que sempre vai haver um tema nas mídias digitais ligado ao trabalho. Ou às pessoas do trabalho. E isso não deixa a mente espairecer. Distanciar um pouco desse ambiente é um ganho na qualidade de vida.

  • Relaxe de verdade - Dê um tempo real a si mesmo, sem culpa, horários e obrigações; e isso deve acontecer nem que sejam 10 minutos todos os dias. É o momento de acalmar o cérebro - e talvez dar um passeio após o almoço, ouvir uma música, tomar um suco com calma.

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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