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  • Dia mundial do Diabetes

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  • Publicado em: 14/11/2018 15:19

Dr. Kalil Explica 13. Nov. 2018

A Federação Internacional de Diabetes estima que há 415 milhões de pessoas com diabetes no mundo, e que, se as tendências persistirem, como um estilo de vida ruim, com maus hábitos alimentares e sedentarismo, esse número deve saltar para 642 milhões em 2040.

No Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta quarta-feira (14), Cláudia Cozer, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que o maior problema no tratamento atualmente é justamente a falta de diagnóstico.

"A doença é assintomática no início, então um terço dos pacientes nem sabem que estão diabéticos. Quando descobrem, muitas vezes já estão com complicações crônicas", alerta.

A segunda maior dificuldade, de acordo com a especialista, é a aderência ao tratamento, já que o portador de diabetes precisa controlar a glicemia com periodicidade e ter disciplina para melhorar o estilo de vida. "É uma doença insidiosa, pouco sintomática e que vai causando dano vascular e neural gradativamente, sempre que a glicemia estiver em um nível acima do normal".

 
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Constância no tratamento é fundamental
O tratamento do diabetes exige constância e mudança de hábitos. "80% dos diabéticos estão acima do peso, e, quanto maior o peso, maior é a dificuldade de os remédios agirem", explica Cláudia. "É preciso também reduzir as porções e a frequência dos carboidratos na dieta, cortar os açúcares finos, usar produtos diet e controlar inclusive a ingestão de frutas", explica a médica.

Praticar atividade física é de extrema importância, mesmo que seja apenas uma caminhada. E, claro, em muitos casos são necessárias medicações, que sempre devem ser indicadas por um médico, e que dependem do grau de insuficiência do pâncreas e do nível glicêmico no momento do diagnóstico.

Consequências de um diabetes não controlado
Quando a glicemia está mais alta do que deveria, caracterizando o diabetes, os sintomas iniciais são:

  • desânimo
  • cansaço
  • vontade de urinar durante a noite
  • muita sede
  • infecções ginecológicas, principalmente candidíase
  • infecções urinárias de repetição
  • perda de peso
  • visão embaçada

Com a progressão da doença, há o aparecimento dos seguintes problemas:

  • aumento da aterosclerose (enrijecimento das artérias) levando ao risco de infartos
  • neuropatia periférica, que é o formigamento nos pés e perda da sensibilidade
  • retinopatia diabética (perda de visão)
  • insuficiência renal (urina com espuma)

Prevenir, portanto, é a melhor solução. Procurar manter-se dentro do peso ideal, não exagerar em carboidratos refinados, praticar atividade física são bons hábitos para afastar o risco de ter a doença

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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