Dezembro Vermelho: juntos na luta contra a Aids

Compartilhe:
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInShare

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado neste sábado (1), o vice-presidente do Observatório Nacional de Políticas da Aids (ABIA), Veriano Terto Junior comenta que o principal desafio é ainda conscientizar os jovens sobre a prevenção do HIV. Apesar de o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta semana apontar que houve queda de 16,5% no número de mortes de 2014 para cá, Terto explica que é preciso aumentar o número e eficiência das campanhas sobre prevenção direcionadas ao público jovem.

“O que vemos atualmente é uma juventude com conhecimentos muito fragmentados sobre HIV, por culpa de uma falta de política e ações mais capilarizadas que cheguem a essa população. Isso é ainda mais grave nos jovens gays que, por causa do estigma e preconceito, ficam mais distantes da informação correta e tranquilizadora”, analisa.

Na opinião do especialista, o Brasil tem boas políticas de Aids, mas elas não estão atingindo todos e não estão distribuídas de forma que contemple as diferenças econômicas e sociais do País.

A falta de informações nas escolas ou nas famílias que, de acordo com o especialista pode ser um reflexo do conservadorismo, resulta na ignorância do jovem, que recebe informações truncadas e distorcidas pela internet ou redes sociais, o que o deixa vulnerável ao HIV, pois desconhece efetivamente os meios de prevenção.

“Na minha convivência no movimento social de Aids, vejo muitos jovens nas comunidades mais afetadas infelizmente descobrindo a condição soropositiva já com comprometimento da imunidade, principalmente no norte do País. Isso é muito preocupante, pois existe o preconceito que impede o jovem de procurar um tratamento precoce, o preconceito da homossexualidade, que produz medo de se aproximar de um serviço de saúde”, afirma Terto.

Muitos ignoram o risco

No mesmo momento em que há falta de campanhas que atinjam efetivamente grupos sociais mais carentes, onde há maior taxa de gravidez na adolescência e atividade sexual precoce, outros grupos recebem informações, mas passam a ignorar os cuidados para prevenção do HIV. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 45% dos jovens não usam preservativo em suas relações sexuais. Essa negligência pode resultar em infecção pelo vírus. Por essa razão, conscientização ampla por meio de campanhas governamentais é fundamental, bem como abordar o assunto nas escolas e também dentro da família.

Como se prevenir contra o vírus
Sexo seguro, sempre: como o HIV é principalmente transmitido por meio de relações sexuais, usar preservativo em todas as relações é importantíssimo para evitar contrair o HIV. E, se o preservativo rasgar ou estourar, é preciso procurar imediatamente um serviço de saúde para receber a profilaxia pós-exposição, que é um tratamento medicamentoso feito por algumas semanas que diminui consideravelmente o risco de contrair o vírus, caso a pessoa tenha sido realmente exposta.

Procure informação de fontes seguras: não confie naquela mensagem de Whatsapp. Procure checar a veracidade das informações em sites do governo, Ministério da Saúde ou Organização Mundial da Saúde. Além disso, procure orientações do seu médico.
Procure ajuda independentemente da sua orientação sexual: lembre-se que a saúde vem em primeiro lugar, portanto é preciso praticar sexo protegido independentemente da orientação sexual e, se o preservativo rasgar, é necessário procurar imediatamente um serviço de saúde para receber a profilaxia pós-exposição do HIV (PEP).
Esse tratamento, se feito dentro de 72 horas, pode impedir a contaminação pelo HIV, e deve ser usado em situações específicas, sempre com a orientação médica. Por ser um método emergencial, não é indicado para o uso recorrente, pois pode trazer fortes efeitos colaterais.

Prevenir é melhor do que tratar: atualmente o tratamento contra o HIV permite uma melhor qualidade de vida do que no passado. No entanto, ele deve ser feito com muita disciplina durante toda a vida. Evitar pegar o vírus, portanto, é melhor do que depender de um tratamento para o resto da vida.
Jamais compartilhe seringas ou agulhas: usuários de drogas injetáveis jamais devem compartilhar seringas, pois há risco de contaminação do HIV (e outros vírus) por meio do sangue contaminado. Para redução de danos, é preciso escolher seringas e agulhas descartáveis.

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

Abrir

Compartilhe:
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInShare

Central de Serviços

Consultas, solicitações e informações sobre seu plano.

Baixe nosso aplicativo

Boletos, Demonstrativo de IR, carteirinha e atendimento de um jeito prático.

Serviços úteis para você ter mais agilidade e segurança ao usar seu plano de saúde

Atendimento digital

Se preferir adicione (11) 4004-4400 no seu celular.

Dúvidas frequentes

Clique aqui e acesse as dúvidas mais comuns de nossos clientes.

Atendimento por telefone

Segunda a sexta: 7h às 22h

Sábados: 8h às 14h (exceto feriados)

4004-4400

(Capitais e regiões metropolitanas)

0800 16 2000

(Demais regiões)

SAC

Reclamações, cancelamentos e informações sobre a Qualicorp, 24h por dia, todos os dias.

Vendas

Comercialização de planos de saúde para você ou para sua empresa.

Para você

Planos de saúde para categorias profissionais.

Se preferir adicione (11) 3178-4000 no seu celular.

ou ligue para:

(11) 3178-4000

(São Paulo)

0800 777 4004

(Demais regiões)

Para Sua Empresa

Soluções para empresas de todos os tamanhos

Empresas até 199 vidas (PME Qualicorp)

Solicite uma cotação:

Segunda a sexta: 9h às 18h
Para saber mais sobre as soluções PME, clique aqui.

Empresarial

Segunda a sexta: 7h às 22h

(11) 3146-1012

Para solicitar uma cotação ou conhecer melhor as soluções da Qualicorp para benefícios corporativos, clique aqui.