Câncer de próstata é o que mais atinge homens

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Seja por preconceito, falta de informação ou medo, o câncer de próstata é o sexto tipo da doença que mais ocorre no Brasil (e o que mais atinge os homens), segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A próstata é uma glândula localizada na parte de baixo do abdômen dos homens. É responsável pela produção de parte do sêmen, o líquido que carrega os espermatozóides, esses produzidos pelos testículos.

“Em 2008, a estimativa era de que mais de 50 mil homens fossem diagnosticados com câncer de próstata, metade na região Sudeste. A incidência no Brasil, hoje, é similar à da Europa e do Canadá. E é crescente depois dos 40 anos, sendo que, a partir dos 50, há um grande aumento nos diagnósticos”, afirma o oncologista Carlos Frederico Pinto, diretor do Instituto de Oncologia do Vale e do Serviço de Oncologia do Hospital Regional do Vale do Paraíba (HRVP) e conselheiro da Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer).

O oncologista Volney Soares Lima, membro do corpo clínico da Oncomed, Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas, explica o funcionamento do problema: “o câncer, também conhecido como neoplasia, é uma doença na qual ocorre um crescimento acentuado e desordenado de algumas células. Nesse caso, as células são originariamente da próstata e podem se espalhar para outras partes do corpo, o que denominamos metástase”,

 
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Fatores de risco para o câncer de próstata
 
O oncologista Carlos Frederico Pinto explica que o câncer de próstata atinge, principalmente, homens da raça negra e aqueles com histórico da doença na família. As origens desse câncer, porém, ainda não são muito claras. “Sabe-se que está relacionado com a exposição ao hormônio sexual masculino, a testosterona. Mas, não há relação entre níveis de testosterona no sangue e incidência da doença”, diz o especialista.
 
Ainda na questão hereditária, o oncologista reforça: “pessoas com grande histórico familiar de câncer de próstata ou de mama em mulheres jovens podem ter maior risco de desenvolver o problema”.
 
No que diz respeito à vida sexual, não existe nada comprovado que relacione o câncer de próstata com essas atividades, de acordo com o especialista. “Estudos sugerem que quanto maior a freqüência ejaculatória, menor o risco, mas não há uma confirmação definitiva”, completa o médico.
 
Na fase inicial, câncer de próstata não apresenta sinais
 
O oncologista Valney Soares Lima explica que, quando está no início, justamente na fase em que pode ser curado sem o uso de tratamentos complexos, o câncer de próstata não apresenta indícios de que está presente. “Grande parte dos pacientes permanecerá sem sinais ou apresentará sintomas urinários (dificuldade para urinar e aumento da freqüência em que vai ao banheiro)”, explica o especialista.
 
Mais para frente, quem sofre com o problema passa a apresentar sinais associados ao crescimento da próstata, como as dificuldades com a relação à urina já descritas e mais: ”outros sintomas podem surgir com a evolução da doença, como dores ósseas ou problemas renais”, completa o oncologista Carlos Frederico Pinto.
 
É importante lembrar que, no caso de qualquer suspeita, é essencial buscar a ajuda de um profissional especializado.
 
Enfrente o preconceito, o exame de toque é fundamental
 
Os homens que se enquadram nos fatores de risco para o câncer de próstata, a partir dos 40 anos, têm um compromisso importante com a saúde a cada dois anos: devem passar pelo exame de toque retal. Para os demais casos, essa rotina deve começar aos 50.
 
“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de cura. Tumores pequenos da próstata podem ser curados completamente, os grandes podem precisar de uma combinação de tratamentos para oferecer resultados e, ainda assim, não tão eficientes quanto casos precoces”, alerta o oncologista Carlos Frederico Pinto.
 
O especialista afirma que os homens estão mais conscientes com relação à necessidade de um diagnóstico precoce e, assim, já houve uma diminuição do preconceito com relação ao exame de toque. E reforça, também, que existem outros métodos de diagnóstico do câncer de próstata. “O exame do PSA (antígeno específico da próstata) no sangue também é usado no rastreamento, combinado com o exame de toque retal ou isoladamente. Essa decisão depende de uma avaliação médica”, completa o médico.
 
Por fim, para que o diagnóstico seja confirmado com certeza, é feita uma biópsia da próstata. “Os pacientes que apresentarem no sangue aumento do PSA e/ou alteração no toque retal podem precisar realizar a chamada ultra-sonografia transretal com biópsia da próstata para verificar a presença do câncer no local”, completa o oncologista Valney Soares Lima.
 
Prevenção para o câncer de próstata
 
Em casos de pessoas que se encaixam nos fatores de risco, de acordo com o oncologista Carlos Frederico Pinto, pode ser preciso medicação para prevenir o câncer de próstata. Essa é uma situação que cada um deve discutir com o seu médico.
 
Mas, no geral, questões do dia-a-dia podem ajudar, como cuidado com a alimentação. “Para homens que querem reduzir riscos, dieta rica em frutas, verduras e grãos integrais e pouca gordura animal é uma boa estratégia, juntamente com acompanhamento médico. O consumo freqüente de tomate (cozido, molho etc.) ou de flavonóides (presentes no grão da soja) pode estar relacionado com a redução do risco também”, sugere o especialista.
 
“Está claro que homens que consomem menos de 14 porções de frutas, verduras ou grãos integrais por semana têm um maior risco de desenvolver o câncer de próstata”, completa o oncologista.
 
Como é o tratamento para o câncer de próstata
 
O oncologista Valney Soares Lima explica que, para tratar do câncer de próstata, é necessária uma combinação de diversas modalidades terapêuticas: “pode envolver cirurgia, radioterapia, uso de hormônios ou quimioterapia. A escolha do tratamento ideal é feita dependendo do estágio da doença e das características de cada paciente.”, afirma o especialista.
 
“Em vários casos existe cura, especialmente quando a doença é diagnosticada em fase inicial e o tratamento é adequado”, completa Lima.
 
Quem consegue ter o problema diagnosticado com antecedência, segundo o oncologista Carlos Frederico Pinto, pode ser tratado apenas com cirurgia ou radioterapia. “Pacientes com a doença mais avançada podem precisar da combinação dos dois métodos e ainda da adição de tratamento hormonal (através do bloqueio químico do hormônio sexual masculino). Há casos que podem ser tratados apenas com manipulação hormonal. Em outros, mais avançados e já resistentes à manipulação hormonal, pode ser usada a quimioterapia”, afirma o médico.
 
No que diz respeito à cirurgia, a realização depende, também, do estágio em que a doença é descoberta. “Se o câncer de próstata é diagnosticado em estágios iniciais, a cirurgia é uma das opções terapêuticas, assim como a radioterapia e a braquiterapia”, explica Lima.
 
No final, para que se defina qual é a maneira mais adequada de se tratar o problema, é preciso levar em conta desde fatores físicos até emocionais: “O melhor tratamento depende de muitas variáveis, como idade, condição clinica e problemas associados (coração, diabetes etc.), além do desejo da pessoa. Essa decisão sempre envolve uma avaliação cuidadosa do paciente por uma equipe de especialistas”, conclui Pinto.

 

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