Salto alto: modo de usar

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Símbolo de feminilidade, ousadia e sensualidade, o salto alto está sempre na moda. Trata-se de um clássico, e a brasileira, particularmente, adora. Basta reparar nos pés das mulheres nas cidades – vivem caminhando a vários centímetros do chão. 

 

Fato é que um belo par de saltos, escolhido de acordo com o estilo e o tipo físico de sua dona, valoriza qualquer produção. Porém, a peça deve ser usada com cuidado. Exagerar na dose pode trazer consequências sérias e doloridas não só para os pés, mas também para as pernas, a coluna, o joelho e os quadris.

 

Para afastar esse risco, o jeito é fazer um sacrifício fashion e passar a alternar o salto com sapatilhas e tênis.

 

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O uso exagerado de sapatos com salto deforma o pé e a panturrilha

Costas, joelhos e quadris também sofrem com o uso de saltos

Quando usado corretamente, o salto alto pode ser saudável

Dicas para escolher o sapato certo

 

O uso exagerado de sapatos com salto deforma o pé e a panturrilha

 

“Guarde os saltos para as ocasiões especiais”, aconselha o ortopedista Fabio Ravaglia. Ele explica que os sapatos altos, por fazerem a pessoa andar na ponta dos pés, deslocam o peso do corpo para a região entre o “dedão” e o segundo dedo, sobrecarregando-os. Esse efeito é pior ainda se o modelo tiver salto e bico finos, pois além de prejudicar o equilíbrio, pode causar bolhas, joanetes e calos.

 

Outra conseqüência é a deformação da panturrilha (a “batata” da perna). Com o tempo, os músculos da parte frontal se alongam e os da parte traseira diminuem, causando dor, desconforto e dificuldade para caminhar. Um indício dessa alteração anatômica é sentir dor na região ao caminhar com tênis ou calçado sem salto.

 

O uso exagerado do salto alto pode levar também ao encurtamento do tendão de Aquiles, estrutura responsável por unir a panturrilha ao calcanhar. Quando isso acontece, o perigo de sofrer uma grave torção no local é maior, mesmo ao executar os movimentos mais simples. Para completar, quem abusa dos saltos costuma ter problemas para se equilibrar, já que, para se adaptar aos sapatos altos, o corpo inclina para trás, deslocando seu centro de gravidade. Ao menor deslize, é tombo na certa.

 

Além disso, de tanto ser espremido e esticado para se adaptar aos sapatos, o pé pode ficar disforme – cheio de calosidades e com os dedos em forma de garra, amontoados uns em cima dos outros.

 

“De que adianta desfilar por aí com os sapatos da moda, mas ficar feia descalça?”, questiona Ravaglia.

 

Costas, joelhos e quadris também sofrem com o uso de saltos

 

Não bastasse o estrago que pode causar aos pés e pernas, o exagero no uso dos saltos pode afetar ainda os joelhos, as costas e os quadris. Como o corpo muda de posição para se adaptar aos sapatos mais altos, a coluna pode apresentar um desvio chamado lordose (o famoso bumbum arrebitado). Nesses casos, é de se esperar que haja dor e estiramentos no local.

 

O mesmo problema pode acontecer nos quadris, que são deslocados para a frente para facilitar o equilíbrio. Esse movimento também sobrecarrega os joelhos, forçando a rótula e o fêmur.

 

Todos esses incômodos, naturalmente, não se manifestam de uma hora para a outra. Eles vão se instalando aos poucos – primeiro, os pés ficam vermelhos, depois, surgem as dores nas pernas e nas costas. Para preveni-los, além de maneirar na altura do salto, a única saída é praticar exercícios e alongamento.

 

E quando o problema já está instalado, a solução é a fisioterapia; tratamento que pode ser doloroso e demorado.

 

Quando usado corretamente, o salto alto pode ser saudável

 

No entanto, quando usado na medida certa, o sapato alto pode se transformar num aliado. Segundo a podóloga Maria Margarida Nicoletti, saltos de até 5 cm funcionam perfeitamente no dia-a-dia e até ajudam a equilibrar as proporções do corpo feminino (muitas moças costumam caminhar com os ombros e as costas projetados para a frente. O uso do salto inibe esse mau hábito, pois corrige a posição da coluna).

 

Para a especialista, o segredo é aplicar a lei da compensação: “Se você sabe que tem uma festa ou um evento especial à noite, e pretende usar um sapato mais alto, opte por um modelo mais baixo durante o dia”, explica.

 

A propósito, se for para escolher entre uma sapatilha ou sandália rasteiras e um modelo com saltinho discreto, melhor ficar com a segunda alternativa, que força menos os calcanhares. Outro argumento a favor dos sapatos de salto é que eles ajudam a prevenir a formação de varizes, porque forçam a contração da panturrilha. Com tudo isso, o abdômen também acaba sendo estrategicamente reposicionado: é por isso que quem sabe andar de salto parece mais magra. 

 

Dicas para escolher o sapato certo:

  • Prefira os modelos de bico redondo ou quadrado, que acompanham a anatomia do pé. Ao provar um sapato de bico fino, preste atenção ao design, que deve começar a afunilar cerca de dois centímetros depois do dedo maior (geralmente o dedão ou o segundo dedo).
  • Se a intenção é ganhar altura com a ajuda do salto, prefira os do tipo plataforma ou Anabela, pois ao levantar também a frente do sapato, eles forçam menos o calcanhar.
  • Experimente sempre os dois pés do sapato, pois a grande maioria das pessoas tem um lado do corpo maior do que o outro (mesmo que essa diferença seja quase imperceptível a olho nu). Caminhe pela loja.
  • Jamais compre um sapato numa medida menor do que a sua. Segundo a podóloga Maria Margarida Nicoletti, trata-se de um hábito ainda bastante comum entre as mulheres.
  • Nem todo modelo de sapato se adapta a todo tipo de pé. Se desconfiar que vai incomodar, não compre. E descarte os sapatos que você já tem, mas que machucam.
  • Não acredite que o sapato novo vá “lacear” com o tempo. É o pé que tem que se adaptar ao sapato, e não o contrário.

 

 

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