Entendendo um pouco a depressão

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De modo geral, os profissionais de saúde mental veem a depressão como um transtorno de humor desencadeado por fatores biológicos, psicológicos e/ou sociais. Seus sintomas podem ser leves, moderados ou graves e há alguns sinais clássicos que ajudam a identificar se uma pessoa está passando por este problema de saúde.
 

No Livro “Compreendendo a Depressão: 75 Perguntas e Respostas”, o autor Yapko aponta um conjunto de possíveis causas para a depressão. A predisposição genética, desequilíbrio químico cerebral e condições de saúde são apontados como fatores biológicos. A história pessoal e familiar, o temperamento, a forma de pensar e interpretar as experiências da vida, os valores e a qualidade dos relacionamentos interpessoais aparecem entre as causas psicológicas.
 

O contexto cultural em que o indivíduo está inserido é apontado como uma possível origem social para a depressão. No livro, o autor diz que “culturas com ênfase em valores contrários ao senso de comunidade e pertencimento social têm taxas maiores de depressivos. Relacionamentos destrutivos, fracasso profissional e perdas financeiras são alguns fatores sociais que podem provocar o transtorno”.
 

Ainda segundo o autor, pesquisas demonstram que há grupos mais propensos à depressão como as mulheres, os solteiros, pessoas em condições médicas crônicas ou debilitantes, indivíduos aversivos que não conseguem solução para isso, fumantes, pessoas que abusam do álcool ou drogas e aqueles que não sabem lidar com o estresse. Em seu livro, Yapko alerta que “pais depressivos podem contagiar o comportamento dos filhos, se não forem esclarecidos sobre essa possibilidade”.
 

A psicóloga Verônica Castro relaciona alguns sintomas muito comuns na depressão como impotência, pessimismo, desesperança e desamparo. Casos mais graves podem levar à falta de cuidados com higiene e até a intolerância à luz do sol, fazendo o indivíduo procurar sempre ambientes mais escuros. “É um transtorno que afeta a vida, atrapalhando o sono, apetite, vida sexual, trabalho, entre outros aspectos”, diz.
Mas ela destaca a importância de não se confundir qualquer sentimento corriqueiro de “baixo astral” com depressão. “Por exemplo, tristeza é um episódio de baixa do humor, mas que não afeta continuamente suas tarefas e vida cotidiana. Frustração é um sentimento de decepção com algo ou alguém, mas que pode ser superado em pouco tempo. Desânimo é falta de energia para fazer alguma tarefa pouco prazerosa ou devido a uma situação em que se pensa não haver solução imediata” diferencia.
 

A psicóloga sugere que um profissional qualificado da área de saúde seja procurado quando a pessoa não está conseguindo realizar as tarefas do cotidiano, tomar decisões simples e solucionar problemas habituais por sentir-se sem energia de forma crônica e incapacitante. “Em caso de suspeita de depressão, o psiquiatra e o psicólogo são qualificados para auxiliar”.
 

O autor Yapko diferencia a atuação de cada um dos profissionais em seu livro. O psiquiatra acompanha o paciente através de sua formação médica com treinamento e especialização em transtornos mentais e tem habilitação para receitar medicamentos. Segundo Yapko, “alguns psiquiatras oferecem psicoterapia também, mas não é o mais comum. Sua conduta mais comum é atender brevemente o paciente, monitorar o progresso e ajustar a dosagem da medicação, se necessário”.
 

Já o trabalho do psicólogo, segundo Yapko, é acompanhar o paciente através de sua formação e treinamento para que a pessoa possa expor de forma segura suas ideias e preocupações. Pela Terapia da Fala ou Psicoterapia, ou seja, “conversando”, o psicólogo ajuda seus pacientes a descobrirem novas formas de perceber o que está a sua volta ou o que lhes for necessário para lidar melhor com seus problemas.
A psicóloga Verônica Castro também cita o livro “O Cérebro Que Se Transforma: Como a Neurociência Pode Curar as Pessoas”, destacando um trecho onde consta que a partir de pesquisas recentes sobre a plasticidade do cérebro humano, “a maior parte das psicoterapias altera as estruturas cerebrais da mesma forma que os remédios, para distúrbios da mente”.
 

Além da terapia, a psicóloga sugere algumas dicas que podem ser adotadas no cotidiano para evitar ou prevenir quadros de depressão. “Uma crença religiosa saudável, grupos de amigos de longa data, exercícios físicos regulares, uma atividade em que se sinta útil como o voluntariado, e procurar maneiras positivas de encarar os revezes da vida”, conclui.
 

Referências bibliográficas:
1.M. D. Yapko, 2007. Compreendendo a Depressão: 75 Perguntas e Respostas. Belo Horizonte: Ed. Diamante
2.M. R. Jorge, Prof. Doutor, 2008. (consultoria e coordenação da edição brasileira) Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. American Psychiatric Association. 4ª edição. São Paulo: Ed. Artmed
3.N. Doidge, 2011. O Cérebro Que Se Transforma: Como a Neurociência Pode Curar as Pessoas. Rio de Janeiro. São Paulo: Ed. Record

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