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  • Inverno: previna-se das principais doenças

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  • Publicado em: 19/06/2019 11:50

Dr. Kalil Explica 19. Junho. 2019

Com o frio, a tendência é de aglomeração em locais fechados, de desentocar aquele edredom guardado há meses e de nos enrolar em cachecóis. É aí que as doenças respiratórias atacam a população, e os vírus e as bactérias, além de certos descuidos, acabam levando a filas nos prontos-socorros e a um maior número de internações.

Segundo dados registrados nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) em todo o país, apenas a chegada do inverno já faz crescer a demanda espontânea (consultas não agendadas) em aproximadamente 10% em relação ao restante do ano. Conforme o inverno avança, algumas cidades chegam a mostrar mais de 30% de aumento no volume de casos.

 
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As pessoas portadoras de doenças respiratórias crônicas, como asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) ou rinite alérgica, com maior tendência a apresentar crises, precisam ser acompanhadas de perto, porque, se agravadas, as doenças podem levar a internações.

No Brasil, estima-se que existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos e dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que a asma é a terceira/quarta causa de hospitalização no país. O Brasil ocupa a oitava posição mundial em prevalência de asma, por exemplo, e registra cerca de 270 mil internações ao ano.

Segundo o otorrinolaringologista João Marcos Piva Rodrigues, do Hospital Paulista, as crianças e os idosos, por terem a imunidade mais baixa, são mais suscetíveis a doenças comuns no inverno, como gripes, resfriados, rinite alérgica, sinusite, faringite e bronquite, que podem estar acompanhadas de espirro, tosse, secreção nasal, coriza e lacrimejamento.

Como medidas preventivas, o médico sugere evitar os choques térmicos (frio e calor); realizar a limpeza dos olhos e do nariz com soro fisiológico para hidratar; lavar as mãos com frequência, uma vez que elas são agentes transmissores de vírus e bactérias; sempre que espirrar ou tossir, cobrir a boca e o nariz com lenços descartáveis; e ficar o mínimo possível em ambientes fechados.

"No inverno, as pessoas sentem menos sede, mas o organismo continua precisando da mesma quantidade de água, por isso a recomendação é também beber pelo menos 1,5 litro de água por dia."

Outro fator importante nesta época do ano é o ar seco, que desidrata as mucosas do nariz, garganta e faringe, podendo também causar inflamações.

Para melhorar esse ressecamento, uma boa alternativa são os umidificadores de ar. Os ionizadores também funcionam bem para as pessoas alérgicas a ácaros e fungos.

"Uma boa sugestão é colocar uma toalha de rosto úmida no quarto", destaca o especialista.

Segundo o otorrinolaringologista, as soluções caseiras, tais como chás, canjas, mel, própolis, entre outras, apenas ajudam a diminuir os sintomas inicias e o desconforto, mas não curam.

Como dicas, o médico recomenda que as pessoas mantenham sempre o ambiente limpo e arejado, repousem, ingiram muitos líquidos para manter a temperatura do corpo estável, além de dar preferência aos alimentos mais leves, durante o período de febre e mal-estar.

Rodrigues também alerta para a importância de procurar ajuda médica antes que uma alergia, obstrução nasal ou falta de ar se tornem algo mais sério.

"Para garantir uma saúde melhor, é necessário criar hábitos saudáveis e evitar ao máximo qualquer tipo de alérgeno, tais como cigarro, ácaros, mofo, poeira, pelos de animais e produtos com cheiros fortes [perfumes, incensos, tintas e vernizes]."

O cardiologista Roberto Kalil Filho, por sua vez, destaca que as baixas temperaturas aumentam a incidência de infarto.

"Durante o frio, é mais fácil formar um coágulo dentro da artéria. As pessoas que têm maior risco de doenças coronárias - como hipertensão, diabetes e colesterol alto -, são obesas e não fazem exercícios devem se cuidar mais nesta época", alerta.

   

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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