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  • Saiba mais sobre a epidemia de microcefalia

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  • Publicado em: 17/12/2015 15:29

Epidemia de microcefalia é comparável ao caso talidomida

Em agosto de 2015, o Brasil se deparou com um aumento inesperado do nascimento de bebês com microcefalia, uma má-formação no cérebro. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Gastão Wagner Campos, comparou a situação com o caso talidomida, que ocorreu nos anos 50 e 60.

A talidomida é um remédio que por anos foi usado por gestantes contra enjoos. O que não se sabia é que a droga interrompia o crescimento de membros dos fetos. Como consequência, cerca de 10 mil bebês no mundo todo nasceram com deformidades.

 
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Depois de passar um tempo banida, a talidomida voltou a circular no país, sendo hoje utilizada para tratamento de hanseníase, lúpus, aids e mieloma múltiplo. Mas sua prescrição só é feita mediante assinatura de termo de responsabilidade. Além disso, está proibida para grávidas e tem rigoroso controle para mulheres em idade fértil.

A atual epidemia de microcefalia em recém-nascidos, no entanto, está relacionada a um vírus emergente: o zika. Este vírus é transmitido pelo aedes aegypti, o mesmo mosquito transmissor de dengue e de febre chikungunya.

Até 12 de dezembro de 2015, o país já registrava mais de 2.400 casos de microcefalia identificados em 549 municípios e 20 estados. Isso representa um grande aumento em relação a 2014, ano em que foram identificados 147 casos da doença em todo o país. O Nordeste é a região mais afetada.

Recomendações para gestantes

A orientação do Ministério da Saúde é que mulheres grávidas adotem todas as medidas possíveis para evitar o contato com o mosquito que pode transmitir o zika vírus: usar meias e roupas compridas, utilizar repelente e evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho.

Também é importante realizar exames pré-natais, que podem detectar a microcefalia. Bebês que nascem com essa condição neurológica têm o tamanho do crânio menor do que o normal (perímetro menor que 32 centímetros).

Em 90% dos casos, a criança apresenta déficit intelectual, podendo ter ainda problemas no desenvolvimento motor e na fala, convulsões e hiperatividade. Realizar tratamentos desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Referências

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21254-ministerio-da-saude-atualiza-numeros-de-microcefalia-relacionados-ao-zika

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-12/casos-de-microcefalia-resgatam-trauma-de-sindrome-da-talidomida-nos-anos-60

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