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Dezembro Laranja – conscientização sobre a prevenção do câncer de pele.

Imagem de um médico avaliando uma pinta, simbolizando a conscientização e prevenção sobre o câncer de pele.

Dezembro Laranja é a campanha nacional que convoca a população a unir proteção solar e diagnóstico precoce para reduzir a carga do câncer de pele no Brasil. A mensagem é direta e prática: proteger a pele todos os dias e reconhecer, sem demora, os sinais suspeitos, buscando avaliação profissional. O tema é prioritário porque a doença é altamente prevalente, impacta trabalho, lazer e autoestima, e ao mesmo tempo pode ser evitada em grande parte e tratada com alta chance de cura quando identificada cedo. De acordo com o governo do estado de São Paulo, a mobilização do Dezembro Laranja “reforça a prevenção e detecção precoce da doença que mais acomete os brasileiros”, chamando atenção para os riscos do excesso de sol e para a importância de hábitos fotoprotetores consistentes ao longo do ano.

Panorama do câncer de pele e por que ele importa

O termo câncer de pele abrange um grupo de tumores com comportamentos distintos. Os carcinomas cutâneos não melanoma, como o basocelular e o espinocelular, são os mais frequentes e, em geral, têm bom prognóstico quando tratados oportunamente; quando negligenciados, porém, podem ulcerar, invadir estruturas profundas e gerar impacto funcional e estético. O melanoma, menos comum, é o subtipo mais agressivo, por sua capacidade de se disseminar rapidamente para outros órgãos se houver atraso no diagnóstico. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, “o melanoma de pele é considerado o tipo de câncer de pele mais agressivo”, o que justifica a vigilância sobre pintas e manchas novas ou em mudança e o acesso ágil à avaliação especializada.  Em termos de saúde pública, tratar cedo significa menos cirurgias extensas, menor necessidade de reconstruções e melhores desfechos de qualidade de vida.

Proteção solar baseada em evidências na vida real

A proteção efetiva combina barreiras físicas, comportamentais e químicas. Na prática, significa priorizar sombra sempre que possível, usar chapéus de aba larga, roupas de trama fechada ou com proteção UV, óculos com filtro certificado e aplicar filtro solar de amplo espectro nas áreas expostas, reaplicando com a frequência adequada à atividade. Diretrizes técnicas regionais e campanhas oficiais convergem nesse ponto. A Fundação Oncocentro de São Paulo, por exemplo, recomenda “uso de protetores com FPS igual ou maior que 50, em todas as áreas expostas, com reaplicação a cada 2h”, orientação especialmente útil para quem permanece longos períodos ao ar livre em horários de maior radiação.  Em linguagem simples: não basta passar o produto pela manhã e esquecer; é a reaplicação regular, somada à barreira física, que reduz de forma consistente a dose de radiação recebida ao longo do dia.

Horários de risco, Índice UV e tecnologia a favor da pele

Proteger-se também é planejar a exposição. A Organização Meteorológica Mundial explica que o Índice Ultravioleta descreve a intensidade da radiação solar na superfície e vai de 1 a 11+, com pico por volta do meio-dia solar; a recomendação internacional é adaptar atividades ao ar livre e usar proteção sempre que o índice for 3 ou superior, porque o dano é cumulativo e pode ocorrer mesmo em dias nublados e amenos.  Aplicativos públicos, como o SunSmart Global UV App, oferecem previsão geolocalizada do Índice UV e notificações de horários mais seguros, transformando ciência em decisão cotidiana.  Para trabalhadores ao ar livre, atletas recreativos e pais que organizam o lazer das crianças, consultar o índice e ajustar horários e proteção cria uma cultura de prevenção simples, acessível e efetiva.

Sinais de alerta e a regra do ABCDE do melanoma

O corpo costuma avisar quando algo não vai bem. Feridas que não cicatrizam, lesões que sangram, crostas persistentes, placas que crescem e pintas novas ou em mudança exigem avaliação dermatológica. Para o melanoma, a regra do ABCDE ajuda a triagem caseira e a decisão de procurar assistência: Assimetria entre as metades da lesão, Bordas irregulares, variação de Cores, Diâmetro maior e Evolução ao longo do tempo. O INCA sistematiza esses critérios para orientar a observação de pintas e sinais e ressalta que alguns melanomas podem ser pouco ou nada pigmentados, reforçando a importância de avaliar qualquer lesão que mude rapidamente ou apresente sintomas.  A mensagem prática é clara: notar mudança é motivo para consultar, não para esperar.

Diagnóstico precoce melhora desfechos e reduz sequelas

Identificar cedo faz diferença clínica e humana. O Instituto Nacional de Câncer destaca que “o diagnóstico precoce possibilita tratamentos menos agressivos, muitas vezes realizados em nível ambulatorial”, encurtando a recuperação, limitando sequelas funcionais e estéticas e reduzindo custos assistenciais.  Esse princípio vale especialmente para carcinomas basocelulares e espinocelulares, frequentemente curáveis com tratamento local quando detectados no início. Já no melanoma, cada semana de atraso pode significar lesões mais espessas e maior risco de metástase; por isso, fluxos assistenciais que encurtem o caminho entre a Atenção Primária e a biópsia são determinantes. Para o público leigo, o atalho é a atenção aos sinais de alerta; para os serviços, é necessário ter protocolos claros de referência, biópsia oportuna e acesso a terapias cirúrgicas e sistêmicas conforme diretrizes vigentes.

Campanhas, políticas e cultura de proteção ao longo do ano

Campanhas educativas ajudam a transformar informação em hábito. A Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza o Dezembro Laranja anualmente, com materiais de orientação, mobilizações e dias de atendimento gratuito para avaliação de lesões suspeitas, com o objetivo de “continuar alertando a população sobre os perigos do câncer de pele” e estimular a adoção de hábitos fotoprotetores.  Em nível estadual e municipal, secretarias de saúde reforçam mensagens convergentes e orientam escolhas seguras no verão: procurar sombra nos horários de maior intensidade, usar roupas que cubram a pele, chapéus e óculos, além de protetor solar adequado.  Quando campanhas, escolas, empresas e imprensa repetem as mesmas recomendações, a prevenção deixa de ser episódica e vira cultura cotidiana, especialmente para quem trabalha ao ar livre e para famílias com crianças e idosos.

Rotina fotoprotetora e escolhas consistentes

Construir uma rotina fotoprotetora é como montar um “kit de previsibilidade” para diferentes situações. No dia a dia urbano, vale aplicar filtro no rosto, orelhas, braços e mãos, reaplicar antes do horário de almoço, usar boné ou chapéu e preferir calçadas sombreadas. Em atividades prolongadas ao ar livre, reforçar a barreira física com camisa de manga longa, óculos certificados e roupas com proteção UV amplia a segurança; manter o protetor por perto facilita a reaplicação. Em praias, piscinas, trilhas e gramados, combinar sombra, camiseta, chapéu e protetor reduz a dose acumulada de radiação. Para lábios, filtro específico é bem-vindo. A recomendação mínima de muitas campanhas é FPS 30; em materiais técnicos paulistas, a orientação pode subir para FPS 50 com reaplicação a cada duas horas, especialmente em exposição direta e contínua, o que ilustra como mensagens públicas adaptam-se a contextos de risco e à realidade climática local.

Proteção solar e diagnóstico precoce são dois lados da mesma estratégia para reduzir o câncer de pele: um evita que a lesão surja, o outro garante que, se surgir, seja tratada cedo e com melhores resultados. A tecnologia ajuda a planejar a exposição com base no Índice UV; as campanhas reforçam hábitos seguros; e a atenção constante aos sinais da pele encurta o caminho até a consulta, a biópsia e o tratamento. Em dezembro e no restante do ano, a regra é simples, prática e comprovada: reduzir a dose de UV com barreiras físicas e filtro solar, reaplicar com regularidade e não postergar a avaliação de lesões novas ou em mudança. Ao transformar essas recomendações em rotina, cada pessoa protege a própria pele hoje e, ao mesmo tempo, preserva o futuro, diminuindo risco, custos e sofrimento evitáveis para si, para a família e para o sistema de saúde.

Para mais informações, acesse nosso blog e explore conteúdos sobre proteção solar, diagnóstico precoce, nutrição e atividade física.

Fontes:

https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/preven%C3%A7%C3%A3o-e-detec%C3%A7%C3%A3o-precoce-do-c%C3%A2ncer-de-pele-s%C3%A3o-temas-da-campanha-dezembro-laranja

https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/noticias/188180

https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/noticias/306399

https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-melanoma

https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/deteccao-precoce-do-cancer_0.pdf

https://www.who.int/news-room/questions-and-answers/item/radiation-the-ultraviolet-%28uv%29-index