O processo de saúde

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Quando um organismo está sob influência de pressões perturbadoras do equilíbrio essencial ao bom funcionamento do corpo, são acionados mecanismos de restauração, por meio de uma sofisticada engenharia de defesa, gerando reações inflamatórias e imunológicas de reparação.

A questão que se torna primordial, nestas circunstâncias, é haver adequação nesta defesa. Basicamente, adoecemos quando há incoerência nas defesas que estruturamos, que devem ser suficientemente boas para não ficar aquém da força necessária para neutralizar a agressão, mas devem, também, não ir além da necessidade, pois muitas vezes o dano produzido pela defesa é maior que a própria agressão.

Excesso ou escassez de resposta requerida como proteção contra ofensores do equilíbrio do meio interno, é o que, em última análise, determinam os caminhos do adoecimento. Uma modulação adequada entre a ação e a reação é essencial. Não é somente a qualidade e quantidade de estressores que agem sobre o sujeito que irão determinar a possibilidade de adoecimento ou cura, o repertório que o organismo dispõe para o enfrentamento e manejo destes estressores são essenciais para um desfecho favorável ou não. Um bom tratamento médico é, em essência, aquele que aprimora nosso repertório de defesa.

Ao se manifestarem clinicamente, o que as doenças expressam é a ponta de um iceberg em que a linha d’água delimita um horizonte clínico. Sempre há muita coisa submersa e que precisa ser considerada para se entender o porquê de uma eventual ineficiência nas reações iniciais de defesa e, ainda, se há uma chance da estruturação de uma defesa subsequente mais efetiva, que poderia levar à cura. Tais fenômenos são processos contínuos e que são sistematicamente acionados ao longo de toda vida e que, em suma, determinam a sua qualidade.

É por esta razão que a noção de saúde como sendo uma meta, algo a ser alcançado e mantido, um “estado” em que o organismo preferencialmente deva se manter, não me parece adequada.

Acredito ser mais adequado entender a saúde como “processo” e a doença sim, como “estado”. Uma visão de evolução, de etapas, de fases a serem transpostas das quais faz parte episódios transitórios de adoecimento inerentes ao viver. É a vida que nasce, passa por um apogeu e vai em direção ao seu declínio natural.

Simbolicamente, o que se poderia dizer é que: “a doença é um estado em que se posiciona o que está vivo quando ameaçado de extinção. É uma resposta de defesa inerente ao processo de saúde, diante de qualquer ofensa dirigida à vida”.

O que caracteriza a boa saúde é a capacidade do organismo de transpor os inevitáveis períodos de adoecimento. Fixações em tais “estados”, como na instalação de uma condição crônica, configuram as perturbações mais perigosas, exatamente por induzir uma paralização no processo de saúde. Eis aí a grande questão médica ainda a ser melhor entendida: a enfermidade crônica!

Muitas intervenções médicas agem só na ponta do iceberg da enfermidade e não consideram o que há abaixo da linha d’água. Na prática clínica, esta é a forma de atuação mais tempestiva e adequada às condições agudas, quando o processo de saúde está preservado e se encarregará de promover o que faltar para o reequilíbrio orgânico. Contudo, diante de condições crônicas, em que o processo de saúde está comprometido, desconsiderar o que está submerso pode propiciar práticas intempestivas e inadequadas. No iceberg das condições crônicas está congelada a questão da inadequação – escassez ou excesso – da defesa estruturada pelo organismo diante de uma agressão. Um manejo clínico sensato, nestas circunstâncias, tem que considerar esta questão. Realmente precisamos muito repensar como entendemos a saúde.

Fonte: Dr. Celso Visconti Evangelista.

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