Síndrome de Stevens-Johnson é rara, mas grave

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O dermatologista José Roberto Pegas explica que a Síndrome de Stevens-Johnson é desencadeada por uma reação alérgica do organismo a um medicamento ou uma infecção.

Segundo o especialista, a SSJ não é muito comum, o percentual de acometimento é de uma a seis pessoas por cada milhão de habitantes ao ano. Entretanto, é uma manifestação grave que obriga a internação do paciente em uma unidade de tratamento intensivo ou semi-intensivo.

A Síndrome acomete a pele e mucosas, tanto da boca quanto genital. Ela pode manifestar-se no que é chamado de “lesões em alvo” purpúricas, devido ao seu formato, além de vesículas e bolhas avermelhadas, como se fossem queimaduras, localizadas principalmente nas extremidades, completa o dermatologista.

Segundo ele, o cálculo do percentual corpóreo atingido é feito da mesma forma que nos queimados. Então, quanto maior é a área, maior a gravidade. Quando há um acometimento de até 10% do corpo, é típico da Síndrome de Stevens-Johnson. Maior do que 30%, já é necrólise epidérmica tóxica.

Entre 10 e 30%, diz o médico, é uma forma de passagem entre a SSJ e a NET. De qualquer maneira, mesmo a Síndrome de Stevens-Johnson requer um tratamento de aporte geral, como em um queimado. Pois, entre outras coisas, ela impede que o paciente se alimente, o acometimento da mucosa bucal dói muito, exemplifica.

Alergia a remédios é principal causa da Síndrome de Stevens-Johnson

O doutor José Roberto Pegas diz que, embora a SSJ possa ser causada por um agente como um vírus ou uma bactéria, os medicamentos são os grandes vilões. Entretanto, ele ressalta que já há uma predisposição do paciente quando a causa é uma reação medicamentosa.

Infelizmente, não há como saber previamente qual medicamento pode provocar esse tipo de reação em uma pessoa. Se não houve uma manifestação anterior, não é possível. Mas, quando identificado após a ocorrência, seu uso deve ser imediatamente interrompido, adverte.

Segundo o especialista, a síndrome é um problema mundial, não afeta apenas ou em maior escala os países menos desenvolvidos. Qualquer pessoa pode desenvolver a Síndrome e não há garantia de que um remédio prescrito por um médico não vá provocá-la.

Mas, obviamente, o risco é maior no caso da automedicação. Isso porque um leigo não sabe que existem várias classes de medicamentos que tem uma chance maior de provocar uma reação alérgica, entre inúmeros outros problemas, alerta.

Entre os medicamentos com maior risco de provocar uma reação alérgica, o especialista ressalta os analgésicos, especialmente a dipirona, os anti-inflamatórios não hormonais, os anticonvulsionantes e os anti-infecciosos, como tetraciclinas, penicilinas, cefalosporinas, sulfonamidas, quinolonas e outros. São muitos, ele diz.

Então, se já não há garantia com um remédio receitado pela primeira vez, pior ainda quando a pessoa faz uso de medicamentos sem receita. Até mesmo de uma pomada de uso tópico indicada eventualmente por alguém próximo, ressalta o especialista. Mas, infelizmente, a automedicação ainda é um traço forte da nossa cultura.

Síndrome de Stevens-Johnson requer tratamento intensivo

O paciente de SSJ, de acordo com o dermatologista, necessita de um controle severo de infecções, pois está mais suscetível. Daí a importância de uma atenção maior em relação às infecções hospitalares.

Como o paciente precisa de cuidados especiais, tais como acesso venoso para os medicamentos e alimentação nasogástrica, não é qualquer lugar que está preparado pra recebê-lo.

Geralmente, os pacientes da síndrome de Stevens-Johnson são transferidos para centros médicos de referência, que se concentram no sul e no sudeste do Brasil. Embora o óbito devido à síndrome não seja comum, ele pode acontecer por complicações, até por tratamento inadequado, conclui.

Outras referências:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0103-507×2006000300012&script=sci_arttext
http://www.mayoclinic.com/health/stevens-johnson-syndrome/DS00940

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