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  • Como doar medula óssea?

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  • Publicado em: 16/09/2019 17:46

Dr. Kalil Explica 16. Agosto. 2019

Mais de quatro milhões de brasileiros já são doadores de medula óssea. De acordo com o Ministério da Saúde, a chance de encontrar um doador de medula compatível ainda é muito pequena: uma em cem mil no país. Por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, maiores as chances de os pacientes conseguirem com rapidez um transplante. O tratamento salva a vida de pessoas como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e algumas doenças autoimunes.

 
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Hematologista do Hospital Albert Einstein, Nelson Hamerschlak diz que o número de doadores cadastrados atualmente é satisfatório, mas que há tipagens, como a de HLA mais raras de serem encontradas. A tipagem HLA é um exame mais complexo que o tipo sanguíneo, e pode haver mais chances de compatibilidade entre pessoas de uma mesma etnia. "É importante que cada banco identifique as etnias mais raras de serem encontradas, e que aconteçam campanhas dentro desses nichos. No Brasil, isso já está sendo feito", explica o especialista.

E para se tornar um doador de medula óssea é mais simples do que se pensa. Primeiro, é preciso fazer um cadastro no hemocentro mais próximo, onde será coletada uma amostra de sangue (10ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo). Depois, os dados do doador são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, o REDOME. Assim, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

O procedimento não é complicado. É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em boas condições de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, e não apresentar doenças neoplásicas (câncer), hematológicas (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação. Por isso, cada caso será analisado. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, sob anestesia geral.

Nelson Hamerschlak destaca, ainda, novidades na realização do procedimento: técnicas recentes já permitem a realização do chamado 'transplante aparentado', ou seja, entre membros da mesma família, com compatibilidade de 50%. Trata-se de um processo mais rápido, e tem se mostrado muito eficaz em casos de extrema urgência - quando é arriscado esperar a média de três meses para a realização de transplante com doador do REDOME.

Revisão técnica

  • Prof. Dr. Max Grinberg
  • Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
  • Autor do blog Bioamigo

Fonte: site Coração e Vida, produzido com a curadoria do cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho.

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